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sexta-feira, 28 de março de 2014

Formação e trabalho docente

Na Universidade do Minho, em Braga-Portugal, nos dias 10 e 11 de outubro de 2014, o Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) realizará o ISATT2014 (International Study Association on Teachers and Teaching) para os falantes de língua portuguesa e espanhola.

O tema do congresso é Formação e trabalho docente na sociedade da aprendizagem e reunirá congressistas de países da América Latina, da África e da Europa.

Os trabalhos podem ser enviados até 15 de junho. Clique na imagem abaixo e saiba mais...

segunda-feira, 17 de março de 2014

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Corpo e movimento na educação infantil

Uma produção Maria Farinha, apresentada pelo Instituto Alana na III Jornada Pedagógica da Educação Infantil, no Rio de Janeiro. O doutor em educação física, Marco Santoro fala sobre corpo e movimento nas instituições escolares.

Eu tenho algumas ressalvas quanto às demarcações etárias tão fortes...
Quanto à zona de desenvolvimento proximal... Bem, a professora Zoia Preste vem mostrando o quanto essa compreensão brasileira está equivocada. Do meu ponto de vista, quando ele vê Piaget e Vigotski com a mesma concepção sobre o papel da aprendizagem no desenvolvimento é um grande problema. Aprendi que aí reside uma das vigorosas diferenças entre os sistemas teóricos construídos pelos dois pesquisadores.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Estrela e Banco Imobiliário. Vamos lutar contra?

Pessoal, leiam e se concordarem... Participem da pressão popular...  O texto abaixo é do Panela de pressão...

"Estrela, o Rio não é um Banco Imobiliário. Administração Pública não é "negócio lucrativo"!

A fabricantes de Brinquedos Estrela, conhecida pelos jogos de tabuleiro que marcaram a infância de muitas gerações no país, anunciou o lançamento de um brinquedo que não é nem um pouco divertido: o Banco Imobiliário da Cidade Olímpica.

Basicamente, a empresa, que conseguiu com que a Prefeitura da Rio autorizasse o uso gratuito de suas marcas institucionais, colocou no tabuleiro pontos turísticos, espaços urbanos e serviços públicos da cidade. Não seria um problema se o objetivo do jogo não fosse que o jogador lucrasse em cima dos equipamentos que conquista e, como no nome original em inglês, busque monopolizar os serviços.

Como exemplo, serviços como Clínica da Família e vias de transporte são ditas como "empresas lucrativas para os seus proprietários". O tabuleiro só cita obras e iniciativas do Prefeito Eduardo Paes, detalhadas nas cartas dos jogos.

Pra piorar tudo, o Prefeito Eduardo Paes disse que adorou a idéia e por isso desembolsou mais de 1 milhão de reais dos cofres públicos pra distribuir o jogo para mais de 20 mil alunos da rede municipal de educação.

Especialistas criticam o efeito pedagógico do brinquedo, que confunde público com privado e ainda faz propaganda exagerada da atuação do prefeito para crianças de menos de 12 anos.

Não podemos admitir que uma empresa que participou da formação da infância de tantas pessoas possa tomar uma atitude tão irresponsável como essa. Nós, cariocas, não queremos que o Rio seja retratado como um "banco imobiliário"para as nossas crianças.

Exigimos que a Estrela retire imediatamente o jogo de circulação."

Vamos aumentar a pressão sobre eles, gente... Clique aqui...

sábado, 21 de abril de 2012

X Colóquio sobre Questões Curriculares

O site do Colóquio sobre Questões Curriculares finalmente começa a ser atualizado. Mas ainda falta a informação sobre como fazer o pagamento!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Multiculturalismo na educação infantil?!

Há mais ou menos duas semanas participei de uma palestra sobre multiculturalismo, currículo, proposta pedagógica e educação. E a professora doutora propunha a discussão das bases para uma proposta de matriz filosófica para o ensino fundamental e a educação infantil ancorada num currículo para a diversidade, a partir dos conhecimentos científicos construídos pela humanidade. Era uma discussão fundamentada no multiculturalismo. Não sou nada fã das leituras e proposições multiculturais pós-modernas... E, terminada a palestra, escrevi este textinho que está aí embaixo...

Currículo para a diversidade implica numa perspectiva de organização do trabalho a partir de conhecimentos socialmente referenciados, diferentemente da exposição feita hoje, na minha opinião. Imagino a imensa dificuldade de realização concreta dessa perspectiva, pois contempla, essencialmente, uma outra concepção e função de escola em nossa sociedade. Penso que, na educação infantil,  as práticas sociais e culturais é que deveriam ser o "mote" para a prática pedagógica nas escolas (que até contemplariam um currículo para a diversidade). Os conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos  e seus modos de produção (elementos fundantes que constituem os próprios conhecimentos) estariam "a serviço" de tais práticas culturais e sociais, mas não seriam os eixos de sistematização nem da matriz filosófica nem das orientações curriculares, por consequência.

domingo, 6 de novembro de 2011

Geraldi, Bakhtin e os objetos de aprendizagem

O professor João Wanderley Geraldi, junto com Sônia Kramer, abriu os trabalhos do I EEBA - I Encontro de Estudos Bakhtinianos na Universidade Federal de Juiz de Fora. (Que, aliás, tem uma cidade universitária cada vez mais linda! Eu a conheci há muitos, muitos anos atrás e tudo por lá estava um primor, muito agradável!)

Sempre aprendo com o professor Geraldi em todas as vezes que o ouvi expor sobre um assunto. Tsss, tsss... Quem não aprende?! Voltando ao assunto principal...

Pensar a educação pelos objetos de aprendizagem muda a organização da escola e do trabalho educativo e pedagógico que nela realizamos. Hoje, o objeto de ensino - o conhecimento - rege o sistema de educação (também, sintomaticamente, chamado de sistema de ensino).

Bem, logo me lembrei da Escola da Ponte, de Reggio Emilia...

A Maria Teresa de Assunção Freitas disse que o texto com a fala dele e da Sonia Kramer será publicado em livro. Bem, já estamos na espera, certo?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Letra cursiva e a leitura-escrita na educação infantil

Mesmo com tanta divulgação dos conhecimentos elaborados por Bakhtin e Vygotsky sobre linguagem e escrita e outras tantas construções teóricas sobre leitura há muita insistência, por parte dos professores, em usar a letra cursiva na educação infantil.

Apoiando-me em Vygotsky, na essência do processo de ler-escrever está a relação pensamento-linguagem. Então, a escrita na sua forma, no seu desenho, é produto de um processo de experimentação, vivência, conhecimento da criança sobre as coisas que estão no mundo. Então, escrever é escrever o que se pensa, sente, deseja, inventa, comunica, cria... com os diferentes gêneros do discurso e tipos de texto.

Será que devemos simplificar estas complexas relações no ensino do desenho das letras de "mãos dadas"?

terça-feira, 12 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Muitos documentários...

Navegando pelo facebook encontrei a Televisión América Latina. Vejam o que eles dizem de si mesmos:

A TAL é uma rede de intercâmbio e divulgação da produção audiovisual dos 20 países da América Latina. Uma instituição sem fins lucrativos, ela reúne hoje centenas de associados (link para associados) de todo a região. São canais públicos de TV, instituições culturais e educativas e produtores independentes, que compartilham seus programas – documentários, séries e curta-metragens – com o intermédio da TAL. Tudo isso de forma colaborativa e solidária. 
Além de uma ponte entre estes parceiros, a TAL é uma web TV, um banco de conteúdo audiovisual e uma produtora de vídeo. Tudo isso serve de suporte para o trabalho de aproximação entre os povos latino-americanos a que a TAL se propõe. 

Eles têm filmes sobre arte, culinária, educação, história...

domingo, 3 de abril de 2011

Somos palavras...

O professor Jaume também tem um blog... Um blog, como ele mesmo diz, para "o diálogo e o encontro", para "compartilhar palavras, que é uma forma de compartilhar experiências de vida".
E com um nome ma-ra-vilhoso, bem ao gosto bakhtiniano...
Las palabras nos hacen (Sujetos, Procesos, Contextos)

sábado, 2 de abril de 2011

Competências na educação

Foto que ilustra a matéria no site
Conheci o prof. Jaume Martinez Bonafé recentemente e achei muito interessantes as suas ideias sobre currículo. Sua praxis está muito apoiada em Paulo Freire também...
E, na minha leitura, em Gramsci também...

Aqui tem uma pequena matéria em que ele fala a respeito do enfoque por competências na educação. Penso que vale pena dar uma chegadinha lá...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cultura popular, arte e letramento: currículo na educação infantil

Na proposição de trabalho com a cultura popular na educação infantil, na perspectiva do letramento - como fiz em posts anteriores -, decidir a respeito de tema ou conteúdo de um projeto de trabalho sobre essa cultura implica em que se tenha clareza a respeito dessa estratégia de ação educativa e formadora. Ou seja, esse projeto de cultura - como era chamado na escola - é a materialização de um currículo na educação infantil que, além de integrar a comunidade escolar - crianças, funcionários da escola e famílias das crianças -, atua na possibilidade de encaminhar uma discussão sobre as relações entre a vida desses sujeitos da escola, os grupos e as classes sociais e as instituições de uma sociedade letrada pautada pelas questões econômicas, políticas e sociais. Materialização de um currículo que encaminha uma investigação-ação participante desses sujeitos nas práticas culturais da sociedade na qual se faz sujeito enquanto tem uma atuação em tais práticas culturais.

Uma pergunta norteadora (ou suleadora, como diria Paulo Freire), então, do processo de decisão seria: qual o problema que, discutido pela comunidade escolar, poderia ser meio para que seus membros constituintes se reconhecessem como produtores e produtos-sujeitos de cultura e, portanto, de conhecimento, atuando na discussão e formação de suas subjetividades?

Nessa perspectiva foi que trabalhamos com Portinari, Arte Naïf, Chiquinha Gonzaga... E não outros temas/problemas que muitas vezes encontramos na educação infantil sob a pretensa ideia de trabalhar com a cultura.

terça-feira, 1 de março de 2011

Banalização da educação infantil

As entidades que lutam a favor da educação infantil no Brasil estão solicitando que nos posicionemos contra o Projeto de Lei 75/2011, que estimula a criação de creches domiciliares para crianças de até três anos atendidas por mães crecheiras, que passariam por um curso de formação de 20 horas (mínimo).

O abaixo-assinado on line está aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Currículo na Educação Infantil

Começarei a estudar com mais propriedade a respeito de currículo na educação infantil. Mas uma questão sempre passa pela minha cabeça quando tenho que lidar com esse tema... Ainda não vi uma proposta curricular brasileira para a EI que não estivesse fundada na organização disciplinar científica escolarizada, ou seja, que não estivesse ancorada na divisão que a escola faz das ciências... Matemática, Português, Ciências, Artes, Sociologia... (Se alguém conhecer, por favor, mande pra mim!!!!!)

Entre os documentos preliminares referentes às novas Orientações Curriculares da Educação Infantil, aquele que trata da relação entre as crianças e o conhecimento matemático, por exemplo, está nitidamente ancorado nesta concepção, em grande contradição com as próprias Diretrizes Nacionais e com todo o trabalho feito de preparação das Diretrizes.

Assim, a concepção de educação infantil fica excessivamente escolarizada, principalmente quando a gente olha para os trabalhos inspirados em Reggio Emilia, por exemplo.

Alguns avanços propostos nos trabalhos de preparação das Diretrizes Nacionais podem ser perdidos se essas Orientações Curriculares - os tais documentos preliminares - não materializarem uma outra concepção de Educação Infantil.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Novas Orientações Curriculares Nacionais da Educação Infantil

No site do MEC estão os documentos preliminares com os quais e a partir dos quais serão elaboradas as novas Orientações Curriculares Nacionais da Educação Infantil.
Penso que vale a pena conferir.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Olivos del Sol e Reggio Emilia

Aqui em Buenos Aires estamos conhecendo o trabalho de algumas escolas latino-americanas inspiradas na pedagogia de Reggio Emilia.

Fomos para Olivos, na grande Buenos Aires, conhecer a Olivos del Sol. A diretora falou um pouco sobre a origem da escola e sobre como elas se interessaram por Reggio. Em seguida, uma professora apresentou um projeto desenvolvido com crianças de três anos. Quando é hora de trabalhar no atelier a turma é dividida e acompanhada pela sua professora. No atelier ela faz as observações e documenta o trabalho e o seu processo realizado pelas crianças. (Um grupo de crianças trabalhava no atelier - elas já sabiam que receberiam visitas - e a professora ficava por traz delas escrevendo o que estava ocorrendo ali.) O restante da turma, enquanto isso, trabalhava em outro lugar com outra profissional.

Confesso que muita coisa me era bem familiar!

Na RedSolare Brasil tem seis escolas (duas delas são da rede pública). A RedSolare se constitui na rede das escolas latinoamericanas inspiradas na abordagem de Reggio Emilia.