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domingo, 22 de julho de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Multiculturalismo na educação infantil?!
Há mais ou menos duas semanas participei de uma palestra sobre multiculturalismo, currículo, proposta pedagógica e educação. E a professora doutora propunha a discussão das bases para uma proposta de matriz filosófica para o ensino fundamental e a educação infantil ancorada num currículo para a diversidade, a partir dos conhecimentos científicos construídos pela humanidade. Era uma discussão fundamentada no multiculturalismo. Não sou nada fã das leituras e proposições multiculturais pós-modernas... E, terminada a palestra, escrevi este textinho que está aí embaixo...
Currículo para a diversidade implica numa perspectiva de organização do trabalho a partir de conhecimentos socialmente referenciados, diferentemente da exposição feita hoje, na minha opinião. Imagino a imensa dificuldade de realização concreta dessa perspectiva, pois contempla, essencialmente, uma outra concepção e função de escola em nossa sociedade. Penso que, na educação infantil, as práticas sociais e culturais é que deveriam ser o "mote" para a prática pedagógica nas escolas (que até contemplariam um currículo para a diversidade). Os conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos e seus modos de produção (elementos fundantes que constituem os próprios conhecimentos) estariam "a serviço" de tais práticas culturais e sociais, mas não seriam os eixos de sistematização nem da matriz filosófica nem das orientações curriculares, por consequência.
Currículo para a diversidade implica numa perspectiva de organização do trabalho a partir de conhecimentos socialmente referenciados, diferentemente da exposição feita hoje, na minha opinião. Imagino a imensa dificuldade de realização concreta dessa perspectiva, pois contempla, essencialmente, uma outra concepção e função de escola em nossa sociedade. Penso que, na educação infantil, as práticas sociais e culturais é que deveriam ser o "mote" para a prática pedagógica nas escolas (que até contemplariam um currículo para a diversidade). Os conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos e seus modos de produção (elementos fundantes que constituem os próprios conhecimentos) estariam "a serviço" de tais práticas culturais e sociais, mas não seriam os eixos de sistematização nem da matriz filosófica nem das orientações curriculares, por consequência.
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domingo, 27 de novembro de 2011
O governo federal e os vendedores de testes de avaliação da educação infantil
Aqui no EntreTextos eu já havia mostrado que o "programa de avaliação", já instituído no município do Rio de Janeiro, que o governo federal pretende implantar em todas as redes brasileiras é vendido em site próprio e pela Amazon. No blog tem várias postagens sobre esse assunto...
Com o convite abaixo, a Secretaria de Assuntos Estratégicos mostra a sua relação com esses vendedores do questionário de avaliação das crianças da educação infantil...
Jane Squires, uma das autoras do ASQ-3 (instrumento de avaliação do desenvolvimento infantil) está vindo ao Brasil, (Rio de Janeiro), no início de dezembro. A convidamos para vir à Brasília no dia 05 de dezembro, segunda-feira, para fazer uma apresentação sobre o referido instrumento.
O ASQ foi desenvolvido nos Estados Unidos por uma equipe multidisciplinar em 1997 e, desde então, vem sendo utilizado em diversos países. É um instrumento de triagem que classifica as crianças em três categorias: i) necessita uma avaliação em profundidade, ii) monitoramento e estímulos adicionais são recomendados, e iii) desenvolvimento dentro do esperado/ programado. A metodologia busca investigar as cinco dimensões do desenvolvimento infantil: comunicação, motora ampla, motora fina, solução de problemas, pessoal/social. É um instrumento de baixo custo e tempo de aplicação reduzido (20 minutos), além de grande flexibilidade operacional, (pode ser aplicado por pais ou cuidadores com a 4ª série completa). Apresenta boa cobertura de todas as idades da Primeira Infância (de 1 mês a 5 anos e meio), algo que é muito difícil contar com escalas para avaliar a criança até os 3 anos de idade, e é composto de 21 escalas: 2, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 24, 27, 30, 33, 36, 42, 48, 54, 60, 66 meses. Cada escala é formada por 6 questões/itens sobre cada uma das dimensões. Caso desejem obter maiores informações sobre este instrumento, encaminhamos o seguinte link:
http://www.brookespublishing.com/store/books/squires-asq/index.htm
O objetivo é a Jane fazer uma apresentação sobre como o ASQ se insere no universo de instrumentos que avaliam o desenvolvimento infantil, suas vantagens e desvantagens.
Gostaríamos muito de contar com a sua presença nesta reunião. Infelizmente, não poderemos arcar com despesas de passagem e diárias. Pedimos, por gentileza, confirmar a presença por e-mail (rosane.mendonca@presidencia.gov.br) ou por telefone - 061-3411-4664 ou 4696.
Endereço:
Secretaria de Assuntos Estratégicos,
Esplanada dos Ministérios, Bloco "O", 8º andar, sala de reuniões 3, (sala da ferradura).
Brasília, DF
Com o convite abaixo, a Secretaria de Assuntos Estratégicos mostra a sua relação com esses vendedores do questionário de avaliação das crianças da educação infantil...
Vamos, pessoal, vamos assinar a petição pública do Mieib contra essa política pública... Clique aqui.
Jane Squires, uma das autoras do ASQ-3 (instrumento de avaliação do desenvolvimento infantil) está vindo ao Brasil, (Rio de Janeiro), no início de dezembro. A convidamos para vir à Brasília no dia 05 de dezembro, segunda-feira, para fazer uma apresentação sobre o referido instrumento.
O ASQ foi desenvolvido nos Estados Unidos por uma equipe multidisciplinar em 1997 e, desde então, vem sendo utilizado em diversos países. É um instrumento de triagem que classifica as crianças em três categorias: i) necessita uma avaliação em profundidade, ii) monitoramento e estímulos adicionais são recomendados, e iii) desenvolvimento dentro do esperado/ programado. A metodologia busca investigar as cinco dimensões do desenvolvimento infantil: comunicação, motora ampla, motora fina, solução de problemas, pessoal/social. É um instrumento de baixo custo e tempo de aplicação reduzido (20 minutos), além de grande flexibilidade operacional, (pode ser aplicado por pais ou cuidadores com a 4ª série completa). Apresenta boa cobertura de todas as idades da Primeira Infância (de 1 mês a 5 anos e meio), algo que é muito difícil contar com escalas para avaliar a criança até os 3 anos de idade, e é composto de 21 escalas: 2, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 24, 27, 30, 33, 36, 42, 48, 54, 60, 66 meses. Cada escala é formada por 6 questões/itens sobre cada uma das dimensões. Caso desejem obter maiores informações sobre este instrumento, encaminhamos o seguinte link:
http://www.brookespublishing.com/store/books/squires-asq/index.htm
O objetivo é a Jane fazer uma apresentação sobre como o ASQ se insere no universo de instrumentos que avaliam o desenvolvimento infantil, suas vantagens e desvantagens.
Gostaríamos muito de contar com a sua presença nesta reunião. Infelizmente, não poderemos arcar com despesas de passagem e diárias. Pedimos, por gentileza, confirmar a presença por e-mail (rosane.mendonca@presidencia.gov.br) ou por telefone - 061-3411-4664 ou 4696.
Endereço:
Secretaria de Assuntos Estratégicos,
Esplanada dos Ministérios, Bloco "O", 8º andar, sala de reuniões 3, (sala da ferradura).
Brasília, DF
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Abaixo-assinado contra avaliação na educação infantil
Essa ação contra a política da Secretaria de Assuntos Estratégicos de implantar a avaliação das crianças da educação infantil, por meio do questionário ASQ-3 (já falei sobre isso aqui no EntreTextos), nós podemos realizar. Vejam só...
O Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil lançou um abaixo-assinado contra a "adoção de políticas públicas de avaliação em larga escala do desenvolvimento da criança de 0 até 6 anos de idade, por meio de questionários (como o ASQ-3), testes, provas e quaisquer outros instrumentos do gênero, seja em âmbito nacional, estadual ou municipal..."
Vamos lá gente, é só assinar a petição pública... Clique aqui.
Um lembrete bem importante. Depois você receberá um e-mail do site PeticaoPublica pedindo que você confirme a sua adesão ao abaixo-assinado. O meu estava na caixa Spam... Então, para completarmos nossa ação contra essa política errada para a educação infantil precisamos verificar o recebimento desse e-mail... e confirmar nossa assinatura virtual.
O Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil lançou um abaixo-assinado contra a "adoção de políticas públicas de avaliação em larga escala do desenvolvimento da criança de 0 até 6 anos de idade, por meio de questionários (como o ASQ-3), testes, provas e quaisquer outros instrumentos do gênero, seja em âmbito nacional, estadual ou municipal..."
Vamos lá gente, é só assinar a petição pública... Clique aqui.
Um lembrete bem importante. Depois você receberá um e-mail do site PeticaoPublica pedindo que você confirme a sua adesão ao abaixo-assinado. O meu estava na caixa Spam... Então, para completarmos nossa ação contra essa política errada para a educação infantil precisamos verificar o recebimento desse e-mail... e confirmar nossa assinatura virtual.
Caro(a) Maria Inês Barreto
Netto,
Este email é enviado para si do site PeticaoPublica.com.br para confirmar sua assinatura como «Maria Inês Barreto Netto» no abaixo-assinado online:
«"Repúdio do Mieib à avaliação em larga escala do desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos"»
Sua assinatura no abaixo-assinado necessita de ser confirmada para garantir a autenticidade dos dados.
http://www.peticaopublica.com.br/Confirmacao.aspx?id=16961,350,7620
Clique no link acima para confirmar sua assinatura (ou copie o endereço para uma nova janela do seu browser).
Cumprimentos,
PeticaoPublica.com.br
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«"Repúdio do Mieib à avaliação em larga escala do desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos"»
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Resistir e lutar é preciso!
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Os monstros e a avaliação na educação infantil
O Fórum Paulista de Educação Infantil discutiu em sua assembléia e tomou decisões a respeito do "verdadeiro tsunami que invade os territórios da educação das crianças pequenas, a avaliação em larga escala do desempenho das crianças de 0 até 6 anos de idade, por meio de testes, questionários, provas e quaisquer outros instrumentos, que não respeitem as crianças como produtoras de culturas infantis".
Quer ler o indignado manifesto e se apropriar de importantes argumentos para essa luta? É só clicar em mais informações...
Quer ler o indignado manifesto e se apropriar de importantes argumentos para essa luta? É só clicar em mais informações...
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Psicólogos repudiam avaliação na educação infantil
Profissionais que trabalham com a infância brasileira que estavam no VIII Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, que ocorreu em Brasília, também se posicionaram contra as ideias da Secretaria de Assuntos Estratégicos a respeito da avaliação das crianças da educação infantil.A moção de repúdio tem um texto pequeno, pois é direta nos argumentos. Caso queira lê-la, clique em mais informações...
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Avaliação quantitativa do desenvolvimento infantil
Mais alguns trechos do documento do Fórum Permanente de Educação Infantil do Estado do Rio de Janeiro - FPEI/RJ - sobre a avaliação das crianças da educação infantil. São informações preciosas para nos posicionarmos contra a entrada (ou a volta?) da concepção economicista e desenvolvimentista no nosso trabalho.
"A avaliação proposta pelo instrumento ASQ-3 dá ênfase a aspectos “quantificáveis” do que concebem como “desenvolvimento infantil”. Partem de uma determinada leitura teórica deste desenvolvimento, e do pressuposto de que há um “desenvolvimento esperado” para todas as crianças."
"Ao educador, alienado da sua capacidade crítica e da sua autoria como sujeito do processo avaliativo, cabe o preenchimento automático das “respostas” dadas pelas crianças, para que os “especialistas e técnicos” da Secretaria de Educação possam aferir os “resultados”. Aqui, poderíamos pensar na velha apartação positivista entre os que “pensam” e os que trabalham; apartação que conserva o poder nas mãos dos que se apresentam como detentores do saber e, com isto, permite que as relações desiguais de educação sejam reproduzidas naturalizando-se a ideia de que há os mais “aptos” e os “diferentes”."
"Em relação à aplicação do questionário as críticas do FPEI/RJ estão organizadas em dois eixos: a forma como tal instrumento foi imposto às creches e pré-escolas e o seu conteúdo."
"Com relação à forma, a Secretaria e as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) ofereceram uma “capacitação” para os dirigentes e coordenadores das creches em que distribuíram um “manual de uso” com as orientações sobre o preenchimento do ASQ-3 e instruções sobre como responder “sim”, “não” e “às vezes”. Estas respostas deveriam ser dadas, conforme o quesito avaliado, pela quantidade de respostas “positivas” dadas pelas crianças; em alguns, a criança deveria responder pelo menos duas vezes, em outras três, e assim por diante."
"Outra orientação recebida é que somente seriam toleráveis duas respostas em branco por bloco e que o ideal seria não deixar nenhuma pergunta sem resposta, ou melhor, que não se deixasse de aferir os “resultados”."
"Para dar uma ideia, para os que ainda não conhecem o conteúdo de tal questionário, reproduzimos algumas questões:"
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domingo, 13 de novembro de 2011
Fórum de Educação Infantil do Rio e a avaliação
O Fórum Permanente de Educação Infantil do Estado do Rio de Janeiro - FPEI/RJ - divulgou um documento sobre o ASQ-3, o programa de avaliação das crianças de dois meses a cinco anos e meio de idade em todas da rede de educação infantil pública e conveniada da cidade do Rio de Janeiro.
Eis alguns trechos do documento:
"De acordo com o Manual de uso do ASQ-3: guia rápido para aplicação do ASQ-3 (Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro; Iets – Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, 2010), o ASQ-3 “[...] foi desenvolvido em 1997 nos Estados Unidos. Desde então, vem sendo utilizado em diversos países, como os Estados Unidos, França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Quênia, Zâmbia, China e Coréia. Na América do Sul, Chile e Equador validaram o instrumento para avaliar o desenvolvimento de suas crianças” (p. 6). Segundo o Manual, o ASQ-3 é composto por 21 questionários distintos, um para cada intervalo de idade. Desses questionários, 19 são destinados às crianças com menos de quatro anos e apenas dois são voltados para as crianças com idade entre quatro e cinco anos e meio. Todos os questionários têm a mesma estrutura: são formados por cinco blocos, um para cada domínio avaliado do desenvolvimento: comunicação, coordenação motora ampla, coordenação motora final, resolução de problemas e pessoal/social. Cada bloco por sua vez é composto por seis perguntas, totalizando 30 perguntas em um questionário. Existe ainda um sexto bloco o qual investiga “informações adicionais” sobre a criança. O objetivo é fazer a triagem de crianças que deveriam ser encaminhadas para avaliação mais cuidadosa seja pela possibilidade de diagnóstico de problemas crônicos de saúde ou por necessidades especiais."
"Diante da profusão de considerações geradas no processo de discussão da Rede Nacional Primeira Infância, Maria Thereza Oliva Marcilio (Avante - Educação e Mobilização Social; Coordenadora da Secretaria Executiva da RNPI) nos traz algumas questões que podem qualificar o debate: qual a concepção de desenvolvimento humano que está guiando a metodologia de avaliar capacidades da criança? Como estabelecer indicadores de desenvolvimento infantil sem considerar contextos de iniquidade? Como considerar padrão um contexto cultural absolutamente diverso, EUA x Brasil? Como conciliar o conceito de diversidade e o de inclusão, expressos em diretrizes e normas de educação no país, com a ideia de avaliar habilidades e estabelecer indicadores de desenvolvimento padrão?"
Eis alguns trechos do documento:
"De acordo com o Manual de uso do ASQ-3: guia rápido para aplicação do ASQ-3 (Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro; Iets – Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, 2010), o ASQ-3 “[...] foi desenvolvido em 1997 nos Estados Unidos. Desde então, vem sendo utilizado em diversos países, como os Estados Unidos, França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Quênia, Zâmbia, China e Coréia. Na América do Sul, Chile e Equador validaram o instrumento para avaliar o desenvolvimento de suas crianças” (p. 6). Segundo o Manual, o ASQ-3 é composto por 21 questionários distintos, um para cada intervalo de idade. Desses questionários, 19 são destinados às crianças com menos de quatro anos e apenas dois são voltados para as crianças com idade entre quatro e cinco anos e meio. Todos os questionários têm a mesma estrutura: são formados por cinco blocos, um para cada domínio avaliado do desenvolvimento: comunicação, coordenação motora ampla, coordenação motora final, resolução de problemas e pessoal/social. Cada bloco por sua vez é composto por seis perguntas, totalizando 30 perguntas em um questionário. Existe ainda um sexto bloco o qual investiga “informações adicionais” sobre a criança. O objetivo é fazer a triagem de crianças que deveriam ser encaminhadas para avaliação mais cuidadosa seja pela possibilidade de diagnóstico de problemas crônicos de saúde ou por necessidades especiais."
"Diante da profusão de considerações geradas no processo de discussão da Rede Nacional Primeira Infância, Maria Thereza Oliva Marcilio (Avante - Educação e Mobilização Social; Coordenadora da Secretaria Executiva da RNPI) nos traz algumas questões que podem qualificar o debate: qual a concepção de desenvolvimento humano que está guiando a metodologia de avaliar capacidades da criança? Como estabelecer indicadores de desenvolvimento infantil sem considerar contextos de iniquidade? Como considerar padrão um contexto cultural absolutamente diverso, EUA x Brasil? Como conciliar o conceito de diversidade e o de inclusão, expressos em diretrizes e normas de educação no país, com a ideia de avaliar habilidades e estabelecer indicadores de desenvolvimento padrão?"
Resistir e lutar é preciso!
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Mieib e política curricular
Veja o posicionamento do Mieib - Movimento Interforuns de Educação Infantil no Brasil em relação à política curricular da educação básica orientadora das expectativas de aprendizagem e desenvolvimento nos diferentes ciclos de formação/níveis de ensino até os 17 anos... Clique aqui.
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domingo, 23 de outubro de 2011
Angústia na educação infantil: alquimistas do mal estão chegando
Os economistas estão chegando! Ops... Já chegaram na educação infantil também!Eles moram bem longe da realidade das nossas crianças...
São pacientes, assíduos e perseverantes executantes das regras do capital...
Trazem consigo cadinhos, vasos de vidro e potes de louça que nos reduzem - profissionais, crianças e suas famílias - a peças no soerguimento do mercado...
Os economistas chegaram!
Resistir e lutar é preciso!!!
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Repúdio à avaliação do desempenho
Proponente: GT 07 da Anped
O GT 07 - Educação da criança de 0 a 6 anos manifesta seu REPÚDIO à adoção de políticas públicas em âmbito nacional, estadual e municipal de avaliação em larga escala do desempenho da criança de 0 a 6 anos de idade, por meio de questionários, testes, provas e quaisquer outros instrumentos, uma vez que tais procedimentos desconsideram a concepção de Educação Infantil e de avaliação presente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9394/96), nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (Resolução CNE/CEB n. 05 de dezembro de 2009) e nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (2009).
O GT 07 - Educação da criança de 0 a 6 anos manifesta seu REPÚDIO à adoção de políticas públicas em âmbito nacional, estadual e municipal de avaliação em larga escala do desempenho da criança de 0 a 6 anos de idade, por meio de questionários, testes, provas e quaisquer outros instrumentos, uma vez que tais procedimentos desconsideram a concepção de Educação Infantil e de avaliação presente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9394/96), nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (Resolução CNE/CEB n. 05 de dezembro de 2009) e nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (2009).
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
ASQ-3 na educação infantil
O questionário de avaliação das crianças da educação infantil usado no município do Rio de Janeiro está à venda no site http://agesandstages.com/. O Amazon também vende.
Não posso deixar de me perguntar... Será que a prefeitura do Rio comprou on-line?!
Não posso deixar de me perguntar... Será que a prefeitura do Rio comprou on-line?!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Questionário americano na educação infantil
Parece que a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (Ministro Moreira Franco, titular da pasta) está criando um sistema de avaliação para a educação infantil. Vejam só!!!
Agora que os economistas e empresários resolveram que a educação da pequena infância é "importante" e que deve ter a "atenção deles", possivelmente, um questionário de avaliação das crianças, importado dos EUA, e já implantado no município do Rio de Janeiro, será "exportado" para todo o Brasil.
O economista do Ipea e secretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Ricardo Paes de Barros, que trabalhava no Rio, faz parte do grupo que está elaborando esse sistema de avaliação da educação infantil no governo federal.
No município do Rio, com essa "avaliação", apresentou-se, por exemplo, um ranking das creches com melhores resultados. Pasmem!
Os itens desse "questionário de avaliação" são de arrepiar!!!
Agora que os economistas e empresários resolveram que a educação da pequena infância é "importante" e que deve ter a "atenção deles", possivelmente, um questionário de avaliação das crianças, importado dos EUA, e já implantado no município do Rio de Janeiro, será "exportado" para todo o Brasil.
O economista do Ipea e secretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Ricardo Paes de Barros, que trabalhava no Rio, faz parte do grupo que está elaborando esse sistema de avaliação da educação infantil no governo federal.
No município do Rio, com essa "avaliação", apresentou-se, por exemplo, um ranking das creches com melhores resultados. Pasmem!
Os itens desse "questionário de avaliação" são de arrepiar!!!
Esse "programa de avaliação" é recomendado pela Academia Americana de Neurologia e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, Administração de Crianças e Famílias dos EUA. (???!!!)
Onde nós vamos parar, heim?!
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Ex-E.T.: As crianças e a sociedade

Clique aqui e veja o vídeo no YouTube.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Letra cursiva e a leitura-escrita na educação infantil
Mesmo com tanta divulgação dos conhecimentos elaborados por Bakhtin e Vygotsky sobre linguagem e escrita e outras tantas construções teóricas sobre leitura há muita insistência, por parte dos professores, em usar a letra cursiva na educação infantil.Apoiando-me em Vygotsky, na essência do processo de ler-escrever está a relação pensamento-linguagem. Então, a escrita na sua forma, no seu desenho, é produto de um processo de experimentação, vivência, conhecimento da criança sobre as coisas que estão no mundo. Então, escrever é escrever o que se pensa, sente, deseja, inventa, comunica, cria... com os diferentes gêneros do discurso e tipos de texto.
Será que devemos simplificar estas complexas relações no ensino do desenho das letras de "mãos dadas"?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Cultura popular, arte e letramento: currículo na educação infantil
Na proposição de trabalho com a cultura popular na educação infantil, na perspectiva do letramento - como fiz em posts anteriores -, decidir a respeito de tema ou conteúdo de um projeto de trabalho sobre essa cultura implica em que se tenha clareza a respeito dessa estratégia de ação educativa e formadora. Ou seja, esse projeto de cultura - como era chamado na escola - é a materialização de um currículo na educação infantil que, além de integrar a comunidade escolar - crianças, funcionários da escola e famílias das crianças -, atua na possibilidade de encaminhar uma discussão sobre as relações entre a vida desses sujeitos da escola, os grupos e as classes sociais e as instituições de uma sociedade letrada pautada pelas questões econômicas, políticas e sociais. Materialização de um currículo que encaminha uma investigação-ação participante desses sujeitos nas práticas culturais da sociedade na qual se faz sujeito enquanto tem uma atuação em tais práticas culturais.
Uma pergunta norteadora (ou suleadora, como diria Paulo Freire), então, do processo de decisão seria: qual o problema que, discutido pela comunidade escolar, poderia ser meio para que seus membros constituintes se reconhecessem como produtores e produtos-sujeitos de cultura e, portanto, de conhecimento, atuando na discussão e formação de suas subjetividades?
Nessa perspectiva foi que trabalhamos com Portinari, Arte Naïf, Chiquinha Gonzaga... E não outros temas/problemas que muitas vezes encontramos na educação infantil sob a pretensa ideia de trabalhar com a cultura.
Uma pergunta norteadora (ou suleadora, como diria Paulo Freire), então, do processo de decisão seria: qual o problema que, discutido pela comunidade escolar, poderia ser meio para que seus membros constituintes se reconhecessem como produtores e produtos-sujeitos de cultura e, portanto, de conhecimento, atuando na discussão e formação de suas subjetividades?
Nessa perspectiva foi que trabalhamos com Portinari, Arte Naïf, Chiquinha Gonzaga... E não outros temas/problemas que muitas vezes encontramos na educação infantil sob a pretensa ideia de trabalhar com a cultura.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Banalização da educação infantil
As entidades que lutam a favor da educação infantil no Brasil estão solicitando que nos posicionemos contra o Projeto de Lei 75/2011, que estimula a criação de creches domiciliares para crianças de até três anos atendidas por mães crecheiras, que passariam por um curso de formação de 20 horas (mínimo).
O abaixo-assinado on line está aqui.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Que tal apreciar um Van Gogh agora?
O Google passou a levar a gente para dentro dos museus... para fazer uma visitinha. Bem, visitinha, não. A gente esquece do tempo quando está num museu apreciando essas maravilhas da nossa cultura letrada.
O serviço é tão fantástico que, além de virtualmente entrarmos nas salas de exposição dos museus, podemos ver as pinceladas dos artistas. Eles têm vídeo dos bastidores da criação do projeto, que é incrível, dos museus...
A gente pode ir montando nossa própria coleção virtual...
O serviço é tão fantástico que, além de virtualmente entrarmos nas salas de exposição dos museus, podemos ver as pinceladas dos artistas. Eles têm vídeo dos bastidores da criação do projeto, que é incrível, dos museus...
A gente pode ir montando nossa própria coleção virtual...
Detalhe ampliado de O quarto, de Vincent van Gogh
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
Currículo na Educação Infantil
Começarei a estudar com mais propriedade a respeito de currículo na educação infantil. Mas uma questão sempre passa pela minha cabeça quando tenho que lidar com esse tema... Ainda não vi uma proposta curricular brasileira para a EI que não estivesse fundada na organização disciplinar científica escolarizada, ou seja, que não estivesse ancorada na divisão que a escola faz das ciências... Matemática, Português, Ciências, Artes, Sociologia... (Se alguém conhecer, por favor, mande pra mim!!!!!)
Entre os documentos preliminares referentes às novas Orientações Curriculares da Educação Infantil, aquele que trata da relação entre as crianças e o conhecimento matemático, por exemplo, está nitidamente ancorado nesta concepção, em grande contradição com as próprias Diretrizes Nacionais e com todo o trabalho feito de preparação das Diretrizes.
Assim, a concepção de educação infantil fica excessivamente escolarizada, principalmente quando a gente olha para os trabalhos inspirados em Reggio Emilia, por exemplo.
Alguns avanços propostos nos trabalhos de preparação das Diretrizes Nacionais podem ser perdidos se essas Orientações Curriculares - os tais documentos preliminares - não materializarem uma outra concepção de Educação Infantil.
Entre os documentos preliminares referentes às novas Orientações Curriculares da Educação Infantil, aquele que trata da relação entre as crianças e o conhecimento matemático, por exemplo, está nitidamente ancorado nesta concepção, em grande contradição com as próprias Diretrizes Nacionais e com todo o trabalho feito de preparação das Diretrizes.
Assim, a concepção de educação infantil fica excessivamente escolarizada, principalmente quando a gente olha para os trabalhos inspirados em Reggio Emilia, por exemplo.
Alguns avanços propostos nos trabalhos de preparação das Diretrizes Nacionais podem ser perdidos se essas Orientações Curriculares - os tais documentos preliminares - não materializarem uma outra concepção de Educação Infantil.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Malas quase prontas
Estou com grande expectativa a respeito do encontro internacional das escolas inspiradas em Reggio Emilia que será realizado em Buenos Aires! Estou empolgada com essa chance de conhecer mais de perto essa abordagem de educação de crianças pequenas para além dos livros que circulam por aqui.
Talvez eu faça algumas postagens de lá... não sei... em meio a tantas coisas para observar e registrar!
Talvez eu faça algumas postagens de lá... não sei... em meio a tantas coisas para observar e registrar!
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